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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

"Não sou uma Fernanda Montenegro e nem sei se vou ser", diz a ex-miss Nathália Guimarães

Uma mulher malvada, que adora testemunhar - e causar - a humilhação alheia. É com uma personagem assim, bem longe da perfeição, que Nathália Guimarães pode ser vista em "Bela, a Feia". A "puxa-saco" Mariana, funcionária da produtora onde também trabalha Bela, a protagonista de Giselle Itié, está a léguas de distância da simpatia da ex-miss, que chamou a atenção pela primeira vez ao chegar à final do concurso de Miss Universo. "Ela diz que fazer maldades faz bem para a pele, pode?", diverte-se a atriz e apresentadora, antes de abrir o largo sorriso que é sua marca registrada. "A gente está trabalhando muito, muitas horas. Mas é tudo tão divertido, tão gostoso, que eu acho que vai passar muito rápido", acredita.

"Bela, a Feia" não é a estreia de Nathália na teledramaturgia. A primeira participação em uma novela foi em "Dance Dance Dance", da Band, em que ela fez uma ponta como ela mesma. Em seguida, surgiu o convite para "Os Mutantes - Caminhos do Coração", saga de realismo fantástico em que a bela miss deu vida a uma inacreditável Mulher-Aranha.

"Era um sofrimento, porque eu ficava sempre dependurada!", relembra ela, aos risos. Inicialmente prevista para durar dois meses, a aparição de Nathália foi sendo esticada ao máximo. "Foi aumentando, aumentando, aumentando... Até que chegou uma hora que a gente sentou para conversar e eu disse 'eu quero parar para estudar e poder fazer um papelzão'. Aí comecei a estudar", conta a atriz, que faz aulas com "coach" e vem se dedicando também a aulas com uma fonoaudióloga.

O trabalho com Cláudia Liechavicius, aliás, é motivo de orgulho para a atriz. Ela começou a ter aulas com a profissional há cerca de um ano, quando foi convidada para apresentar o programa "+Moda", na Record. "Ela é maravilhosa. Eu tinha mesmo uma voz muito baixinha, muito de menininha. Ela está me ajudando a empostar a voz, a deixar mais grave também, além de atenuar o sotaque", conta a mineira de Juiz de Fora.

Por falar no programa, Nathália diz que vai conciliar as gravações dos dois produtos - inclusive aproveitando o fato de que sua personagem está totalmente imersa no mundo da moda - para otimizar o trabalho. Os intervalos entre cenas, por exemplo, já viram brechas para gravar trechos do programa. "Estamos até fazendo matérias com os colegas da novela. Estou gravando de duas a três vezes por semana, o ritmo está mais intenso. Então, conciliar fica mais difícil", reconhece.

A adaptação ao ritmo da novela tem sido realmente um complicador na rotina de Nathália. Por isso, diz a atriz, tem sido fundamental o cuidado do diretor geral da trama, Edson Spinello - conhecido por ser meticuloso e por refazer as cenas até que fiquem de acordo com o que ele espera. "A grande diferença é que ele não dirige só as cenas, mas a gente também. Então, em tudo o que a gente grava, acaba aprendendo alguma coisa. Principalmente eu, que estou começando", defende. "Tudo vai ficar perfeito e ele vai garantir isso", valoriza.

Concordando-se ou não com Nathália, há que se admitir que tanta confiança no diretor gera uma segurança para lá de desejável em quem está em seu primeiro trabalho - ainda mais em um papel como o de Mariana, jovem que é cruel mais por falta de personalidade que por excesso. "Este é um trabalho em que eu tenho muito mais responsabilidade", admite a atriz, que, no entanto, prefere não dar peso demasiado às eventuais críticas que possam surgir. Para ela, a postura a ser adotada é de humildade, mas sem sofrer por isso. "Não sou uma Fernanda Montenegro e nem sei se vou ser, um dia. Mas estou aprendendo, né? Tenho vontade de crescer e não posso esquentar a cabeça com isso, porque sei que haverá críticas", afirma, determinada.

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